Manifesto por uma Nova Fronteira Criativa: A Fundação JEC em Balneário Camboriú
Balneário Camboriú atingiu o ápice de sua infraestrutura física. Somos referência em urbanismo vertical e valorização imobiliária. Contudo, o amadurecimento de uma cidade global não se mede apenas em metros de altura, mas na profundidade de seu repertório cultural. É o momento de transformarmos o nosso "hardware" de concreto em um "software" de ideias.
Lanço aqui uma provocação construtiva: Por que não uma Fundação João Emanuel Carneiro em Balneário Camboriú?
Esta não é apenas uma homenagem a um dos maiores dramaturgos e curadores de arte do Brasil, mas uma proposta estratégica para o poder público, para a classe artística e para os investidores da nossa região.
1. Ao Autor: Um Legado Fora do Eixo
João Emanuel Carneiro é o mestre da narrativa ágil, do suspense e da estética visual. Sua obra define o Brasil moderno no streaming e na TV mundial. Oferecer a ele um porto seguro em Santa Catarina — um estado que valoriza a inovação e o empreendedorismo — é dar ao seu legado um centro de formação que fuja do óbvio eixo Rio-São Paulo, permitindo a criação de uma "Escola de Roteiro do Sul".
2. Ao Poder Público: Economia Criativa como Matriz
Uma fundação desse porte não é "gasto", é investimento em City Branding. Cidades como Cannes ou Gramado não são apenas destinos; são marcas associadas à inteligência audiovisual. Ao apoiar uma iniciativa dessas, o poder público atrai produtoras, gera empregos qualificados em tecnologia e artes, e coloca Balneário na rota do turismo de eventos culturais de alto padrão durante o ano inteiro, combatendo a sazonalidade.
3. Aos Agentes Culturais e Investidores: O Valor do Conteúdo
Para o setor imobiliário e empresarial de BC, o apoio a um centro de artes visuais e roteiro eleva o valor da marca da cidade. Um edifício em frente ao mar vale muito, mas um edifício que abriga ou vizinha uma galeria de arte com curadoria de um ícone nacional vale ainda mais. É a transição do luxo material para o luxo intelectual.
O Convite
Esta é uma sugestão aberta. Que as secretarias de cultura, as associações empresariais e o próprio João Emanuel Carneiro vejam em Balneário Camboriú não apenas uma vitrine de prédios, mas um terreno fértil para semear as histórias que o Brasil contará nos próximos 50 anos.
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