Irã executa cidadão acusado de espionagem para o Mossad em meio à escalada de tensões regionais
O judiciário iraniano confirmou a execução de Kourosh Keyvani na manhã desta quarta-feira, sob a acusação de espionagem em favor do Mossad, o serviço de inteligência de Israel. A sentença de morte por enforcamento foi cumprida após a ratificação do Supremo Tribunal do Irã, marcando o primeiro anúncio oficial deste gênero desde o agravamento do conflito direto envolvendo Israel e os Estados Unidos no início deste ano.
Detalhes do Caso e Acusações
Keyvani foi condenado por "cooperação com o regime sionista" e coleta de inteligência estratégica. Segundo informações da agência oficial Mizan Online, ele teria fornecido fotografias e dados confidenciais de "locais sensíveis" dentro do território iraniano.
A prisão de Keyvani ocorreu em junho de 2025, em Savojbolagh, durante o período de hostilidades conhecido como a "Guerra de 12 Dias". Na ocasião, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter apreendido:
30.000 euros em espécie;
Veículos (picape Padra e motocicleta de cross);
Dispositivos avançados de comunicação via satélite e equipamentos de espionagem.
Relatórios da mídia estatal iraniana alegam que o executado recebeu treinamento operacional em seis países europeus e na cidade de Tel Aviv antes de retornar ao Irã para cumprir missões de campo.
Monitoramento Internacional e Direitos Humanos
A execução repercutiu imediatamente em veículos como The Jerusalem Post, Times of Israel e Iran International. Analistas apontam que o ritmo de execuções por crimes de segurança no Irã tem se intensificado, sendo utilizado como ferramenta de dissuasão e pressão interna em períodos de instabilidade militar.
A relatoria da ONU para o Irã, liderada por Mai Sato, e outras organizações de direitos humanos expressaram grave preocupação com o processo. Críticos apontam a falta de transparência jurídica e a possibilidade de que condenações dessa natureza sejam baseadas em confissões obtidas sob custódia, sem o devido processo legal ou direito à defesa plena.
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