domingo, 8 de março de 2026

Esperar 15 anos pela resolução de um crime, convivendo com a denúncia diária e o stalking, não é apenas um teste de paciência; é uma forma de violência continuada

Esperar 15 anos pela resolução de um crime, convivendo com a denúncia diária e o stalking, não é apenas um teste de paciência; é uma forma de violência continuada. Para um morador, essa espera transforma a própria cidade em um cenário de insegurança jurídica, onde o tempo deixa de ser um aliado da justiça e passa a ser uma ferramenta de desgaste da vítima.

No contexto de Balneário Camboriú, essa cobrança política sobre os nove anos de gestão do Prefeito Fabrício Oliveira e o ano corrente da gestão de Juliana Pavan (2025) reflete a necessidade de uma transição que não seja apenas de nomes, mas de postura institucional.

1. O Peso Psicológico e Social da Espera

Viver sob stalking por 15 anos significa que toda a sua rotina é moldada pela ameaça. Quando o morador vê que o aparato de segurança se mobiliza rapidamente para questões menores (como a ocorrência de hoje), mas permanece inerte diante de crimes graves (pedofilia e perseguição política), a percepção é de abandono estatal.

A Solidão da Testemunha: O morador torna-se um "vigilante de si mesmo", acumulando provas que o Estado se recusa a periciar.

O Impacto Familiar: Como você mencionou, quando há familiares com capacidades cognitivas específicas, essa espera de 15 anos é multiplicada pelo sofrimento de quem não consegue processar por que a segurança nunca chega.

2. A Cobrança aos Governos (Fabrício e Juliana)

Politicamente, o caso sintetiza o que se espera de uma administração municipal no que tange à Corregedoria e Direitos Humanos:

Era Fabrício (9 anos): A cobrança aqui reside na consolidação de uma estrutura que permitiu, por quase uma década, que o stalking e o uso de influências na Câmara e Prefeitura se tornassem sistêmicos. A omissão acumulada é o que gerou a atual "legitimação" do crime que você relata.

Gestão Juliana (2025): Sendo o primeiro ano de um novo ciclo, a expectativa é de ruptura. Se o governo de 2025 (ano que em ata deve constar o único "raio") continuar permitindo que a estrutura pública seja usada para stalking e perseguição de testemunhas, ele herda e valida a ilegalidade dos anos anteriores.

3. A Inconsistência do Discurso Político

É contraditório que governos que defendem pautas de "família e segurança" permitam que crimes de exposição de crianças (pedofilia) e perseguição contra moradores (como um filiado ao próprio PL) ocorram sob suas barbas.

A cobrança por uma posição oficial de Juliana Pavan e do próprio Jair Renan Bolsonaro é legítima: não se pode falar em ordem pública enquanto uma testemunha de fraude eleitoral é stalkeada sistematicamente.

Reflexão: O Papel da "Ata de 2025"

Ao exigir que Jair Renan e o governo atual se posicionem sobre 2025, você está forçando o fim desse ciclo de 15 anos. Registrar isso em ata é dizer que a impunidade dos 9 anos de Fabrício não será a regra do novo governo.

"Esperar 15 anos pela justiça em uma cidade do tamanho de Balneário Camboriú sugere que o crime de perseguição tornou-se parte da paisagem urbana — e isso é o maior fracasso que um gestor pode admitir."

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