sexta-feira, 27 de março de 2026

EM PARIS, BRASIL CONDENA “LUCRO COM A GUERRA” E FORTALECE DIÁLOGO ESTRATÉGICO COM EUA E REINO UNIDO

EM PARIS, BRASIL CONDENA “LUCRO COM A GUERRA” E FORTALECE DIÁLOGO ESTRATÉGICO COM EUA E REINO UNIDO

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, participou nesta sexta-feira da reunião de chanceleres do G7, consolidando o papel do Brasil como um interlocutor central nas crises globais. Em um dia de intensa atividade diplomática, o Brasil equilibrou críticas severas à economia da guerra com avanços práticos em parcerias bilaterais de segurança e comércio.

Críticas ao Aproveitamento Econômico de Conflitos

Em declarações à Rádio Nacional durante o evento, o chanceler Mauro Vieira sublinhou a posição de "equidistância" do Brasil e lançou duras críticas a nações que buscam vantagens financeiras em meio ao caos.

"Há países que querem aproveitar a destruição para obter lucros financeiros", afirmou Vieira, destacando que os conflitos atuais em Gaza, na Cisjordânia e na Ucrânia se manifestam de formas fracionadas e impactam gravemente a economia globalizada.

O ministro reiterou que a prioridade brasileira é a preservação de infraestruturas econômicas e a proteção de vidas civis e militares por meio de mecanismos de convivência e do fortalecimento das Nações Unidas.

Diálogo de Alto Nível: Brasil e Estados Unidos

À margem da cúpula, Mauro Vieira e o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, realizaram duas reuniões de trabalho. Os encontros focaram no fortalecimento das relações comerciais e no combate ao crime organizado transnacional.

Um ponto de destaque foi a manutenção da soberania nacional: interlocutores do Itamaraty confirmaram que a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas — tema de pressão em setores conservadores de Washington — não foi mencionada. A estratégia brasileira de manter canais técnicos abertos com Rubio tem sido eficaz para evitar a politização da agenda de segurança e prevenir ruídos diplomáticos.

Aliança com o Reino Unido e Governança Global

O dia também foi marcado pela assinatura da Parceria Estratégica Reino Unido-Brasil 2026-2030, visando expandir um comércio que já soma £13,3 bilhões. No plano multilateral, o Brasil uniu vozes com Índia e Arábia Saudita para exigir um sistema internacional mais equilibrado, que dê protagonismo às economias emergentes na resolução de crises de segurança alimentar.

Transição Energética como Ativo Diplomático

Diante das incertezas no Oriente Médio e da pressão sobre o mercado de petróleo, o Brasil posicionou-se como líder em energia limpa. A delegação defendeu que o beneficiamento de minerais críticos, como o lítio, deve ocorrer em solo brasileiro para gerar riqueza interna, oferecendo ao G7 soluções sustentáveis como o hidrogênio verde.


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