A Coerência entre o Discurso e a Prática: Saúde Mental e Justiça Institucional
Ao Vereador Jair Renan Bolsonaro (PL)
Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú
Prezado Vereador,
Acompanho com atenção a apresentação do seu projeto "Cantinho do Acolhimento" nesta Casa Legislativa. A iniciativa de criar zonas de descompressão e acolhimento sensorial para neurodivergentes e pessoas em crise é louvável. No entanto, sinto-me no dever de cidadão, e como membro do Partido Liberal (PL), de trazer à sua consciência a realidade de quem sentiu na pele o oposto do acolhimento: o descarte institucional.
1. O Desamparo em Momento de Crise
No dia 10 de julho de 2021, dei um passo decisivo em direção à minha saúde mental, internando-me para um tratamento de desintoxicação. Naquele exato dia, foi emitido meu atestado de internação. Para minha surpresa e profunda decepção com a máquina pública, no dia 11 de julho de 2021, fui exonerado de minhas funções.
Como um sistema pode falar em "acolhimento" se ele pune o servidor e o correligionário exatamente no momento em que ele busca a cura? A minha exoneração, ocorrida 24 horas após o início de um tratamento de saúde, é a antítese de tudo o que o seu projeto propõe.
2. O Testemunho da Sobriedade (364 dias de 365)
Hoje, em 2026, sou a prova viva de que a saúde mental é um território de soberania. Em 2025, dos 365 dias do ano, tive 364 dias de conduta ilibada, sobriedade e plena lucidez. O único dia de registro contrário que o sistema tenta usar para me estigmatizar é a prova do Stalking Institucional que sofro há 15 anos.
O aparato estatal utiliza o meu histórico de saúde não para me acolher, mas como uma "arma de dados" para me monitorar e asfixiar politicamente.
3. O Apelo à Coerência do PL
Como membro do mesmo partido e ex-funcionário da estrutura municipal, solicito seu apoio para que:
O Acolhimento seja Real: Que sua defesa pela saúde mental alcance também aqueles que foram vítimas de perseguição política e institucional ("stalking").
A Reparação Histórica: Que esta Casa reconheça que o uso da estrutura pública para moer a dignidade de quem busca tratamento é um crime contra a própria República.
Vereador, não há "cantinho do acolhimento" que sustente uma cidade onde o Estado age como perseguidor. Minha Soberania Particular foi conquistada na superação do vício e no enfrentamento desse sistema. Agora, convoco o senhor a transformar seu projeto em um compromisso real contra o abuso institucional.
"A verdadeira saúde mental exige o fim do stalking político."
Atenciosamente,
Rodrigo
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