A SOBERANIA COMO CURA: ONDE O ACOLHIMENTO ENCONTRA A JUSTIÇA
A sessão de hoje na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú trouxe à luz temas fundamentais: a saúde mental nas escolas e o projeto "Cantinho do Acolhimento". Como cidadão, membro do PL e alguém que conhece profundamente as trincheiras da saúde mental, manifesto meu apoio integral a essas iniciativas. A proteção do psiquismo humano é a base de uma sociedade livre. Todavia, para que o "acolhimento" não seja apenas uma palavra em um papel timbrado, ele precisa resistir ao teste da realidade institucional.
I. O Apoio ao Futuro: Saúde nas Escolas
Proteger a mente de nossas crianças e oferecer espaços de descompressão sensorial é um avanço civilizatório. Apoio esses projetos porque acredito que a autonomia individual começa com o equilíbrio emocional. No entanto, a eficácia de uma política pública de saúde mental é medida pela forma como o Estado trata aqueles que já estão no sistema.
II. O Contraste Necessário: O Caso de 2021
Minha história com este tema é marcada por uma contradição que o aparato estatal ainda não elucidou. Em 10 de julho de 2021, busquei o tratamento que os projetos de hoje pregam como ideal. Contudo, em vez de acolhimento, recebi o descarte: fui exonerado em 11 de julho, apenas 24 horas após minha internação, ignorando-se o atestado médico e o meu direito à saúde.
A pergunta que deixo à reflexão institucional é: como podemos ensinar acolhimento nas escolas se praticamos a exclusão administrativa contra quem busca a cura?
III. A Vitória do Indivíduo Soberano
Apesar do stalking institucional que se seguiu e que perdura há 15 anos, hoje apresento um dado que nenhuma perseguição pode apagar: em 2025, dos 365 dias do ano, 364 dias foram vividos em plena sobriedade, lucidez e produtividade.
O sistema de monitoramento estatal, que me acompanha como uma sombra, foi testemunha da minha vitória. Se o Estado utiliza sua estrutura para registrar um único dia de fragilidade passada e ignora 364 dias de superação presente, ele não está praticando segurança pública; está praticando perseguição política.
IV. Conclusão: Por uma Coerência Soberana
Minha soberania reside na verdade documentada pela minha própria vida. Ao apoiar os projetos de saúde mental de hoje, convoco os parlamentares — em especial meus pares de partido e o Presidente Marcos Kurtz — a aplicarem essa mesma ética de acolhimento ao saneamento das perseguições internas.
Não assisti à sessão de hoje fisicamente para preservar minha integridade informacional, mas assisto ao desenrolar da história com a clareza de quem venceu a si mesmo. O "Cantinho do Acolhimento" deve ser mais que um espaço físico; deve ser uma postura do Estado frente ao cidadão que se recupera e se torna soberano.
"A saúde mental é a conquista da lucidez. O stalking institucional é o sintoma de um Estado doente. Que a cura comece pela transparência e termine na justiça."
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