Ucrânia reafirma posição de força antes de conversas em Genebra: Soberania territorial de jure não é negociável
Em vésperas das negociações de alto nível mediadas pelos Estados Unidos em Genebra, agendadas para os dias 17 e 18 de fevereiro, o governo ucraniano, sob a liderança do Presidente Volodymyr Zelensky, reafirmou sua posição inabalável sobre a integridade territorial do país.
A delegação ucraniana, com forte respaldo da inteligência militar (GUR), entra nas conversações com o objetivo de assegurar uma paz justa e duradoura, rejeitando qualquer proposta que implique a capitulação ou o congelamento do conflito com a ocupação russa.
Diretrizes da Ucrânia para as Negociações:
Integridade Territorial: A Ucrânia não reconhecerá a soberania russa de jure sobre qualquer território ucraniano ocupado ilegalmente, incluindo a Crimeia e as regiões do Donbas. A posição oficial é a libertação total de acordo com as fronteiras de 1991.
Garantias de Segurança Robustas: Qualquer acordo deve incluir mecanismos de segurança vinculativos e de longo prazo que impeçam futuras agressões russas. A Ucrânia busca garantias comparáveis ao Artigo 5º da OTAN.
Troca Pragmática: A delegação está autorizada a discutir a troca de territórios ocupados mutuamente (incluindo o controle ucraniano atual sobre áreas na região russa de Kursk) como parte de um processo de desescalada, mas não como uma cessão unilateral de terras.
Declaração Oficial:
Fontes próximas à administração presidencial enfatizaram que a Ucrânia está comprometida com o diálogo diplomático, mas não sob a mira de armas. A posição ucraniana é de que um cessar-fogo sem um acordo político de segurança apenas permitiria que a Rússia se reagrupasse para um novo ataque.
As conversas em Genebra ocorrem sob forte pressão internacional e a poucos dias do quarto aniversário do início do conflito, marcando um momento decisivo para o futuro da segurança europeia.
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