segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Ucrânia exige garantias de segurança de longo prazo

Ucrânia exige garantias de segurança de longo prazo (20-50 anos) e rejeita prazo de 15 anos de Washington

Às vésperas da cúpula decisiva em Genebra, o governo ucraniano endureceu sua posição nas negociações de paz, recusando a proposta dos Estados Unidos de um pacto de segurança com validade de 15 anos. Em declarações na Conferência de Segurança de Munique, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia busca um compromisso firme de 20 a 50 anos para garantir a reconstrução econômica e a soberania nacional contra futuras agressões russas.

O impasse sobre o prazo reflete visões conflitantes sobre a arquitetura de segurança pós-guerra:

A Posição de Kiev: Zelensky argumenta que um prazo inferior a duas décadas é insuficiente para dissuadir Moscou a longo prazo e não oferece a estabilidade necessária para atrair investidores internacionais para a reconstrução do país. A delegação ucraniana exige que o acordo inclua o fornecimento automático de armamentos avançados, funcionando como um "Modelo Israel" de defesa autossustentável.

A Proposta de Washington: A equipe de mediação americana, liderada por representantes da administração Trump, defende um prazo de 15 anos como um compromisso realista. A Casa Branca busca um encerramento rápido do conflito, temendo que compromissos mais longos engessem a política externa dos EUA ou gerem resistência no Congresso americano.

A "Faca no Pescoço" Militar: Relatórios de inteligência indicam que a insistência ucraniana em garantias maiores é agravada pela situação crítica no terreno. As forças russas estabeleceram "controle de fogo" sobre os entroncamentos ferroviários de Pokrovsk, paralisando a logística pesada ucraniana no Donbas, o que aumenta a urgência de Kiev em obter compromissos militares ocidentais blindados.

Europa teme exclusão

Líderes europeus expressaram preocupação com o formato das negociações, que se concentram em um diálogo trilateral entre EUA, Rússia e Ucrânia. Paris e Berlim temem ficar de fora das decisões estratégicas, sendo obrigadas a financiar a reconstrução sem voz ativa na estrutura de segurança resultante.

A cúpula de Genebra, agendada para os próximos dias, tentará encontrar uma resposta para a lacuna entre os 15 anos propostos pelos EUA e a demanda ucraniana por até meio século de proteção.

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