terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Terceira Rodada de Negociações Rússia-Ucrânia em Genebra

Terceira Rodada de Negociações Rússia-Ucrânia em Genebra

Teve início hoje em Genebra a terceira rodada de negociações trilaterais entre as delegações da Rússia e da Ucrânia, sob a mediação direta dos Estados Unidos. As reuniões, lideradas pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, ocorrem sob um clima de extrema tensão e pressão política internacional, a poucos dias do quarto aniversário do conflito.

Status das Negociações e Impasses Territoriais

Apesar dos esforços diplomáticos, as conversas de hoje foram marcadas por posições divergentes e um cenário de baixa expectativa de progresso imediato.

Exigências da Rússia: O negociador-chefe russo, Vladimir Medinsky, reafirmou as exigências máximas do Kremlin. Moscou insiste no reconhecimento formal da soberania russa sobre as quatro regiões anexadas em 2022 (Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson), exigindo controle total sobre essas áreas e garantias constitucionais de neutralidade e não adesão da Ucrânia à OTAN.

Resistência da Ucrânia: A delegação liderada por Rustem Umerov mantém a rejeição absoluta a qualquer cessão de soberania. Kiev foca as discussões em questões humanitárias imediatas e no estabelecimento de garantias de segurança infalíveis antes de qualquer cessar-fogo.

Pressão de Washington: A bordo do Air Force One, o presidente Donald Trump reiterou a urgência de um desfecho, afirmando que "a Ucrânia precisa se sentar à mesa de negociações rapidamente".

Contexto de Segurança e Conflito

O ambiente diplomático foi severamente impactado por ações militares nas horas que antecederam o encontro, nesta madrugada:

Ataque Maciço: A Rússia lançou uma ofensiva de larga escala com quase 400 drones e cerca de 30 mísseis contra a infraestrutura energética ucraniana, resultando em apagões e vítimas civis. O chanceler ucraniano classificou o ato como um "desprezo pelos esforços de paz".

Garantias de Segurança: O ponto central de discórdia nas garantias oferecidas pelos EUA é a duração e a força do compromisso. Enquanto a Ucrânia exige garantias vinculativas de 20 a 30 anos, a administração americana tem trabalhado com uma proposta de 15 anos, focada em dissuasão e reconstrução econômica no pós-guerra.

Próximos Passos

As delegações permanecem em Genebra para reuniões durante o dia que podem trazer desdobramentos e o segundo dia de negociações amanhã, 18 de fevereiro. Os mediadores Witkoff e Kushner buscam uma fórmula de "neutralidade" que possa permitir uma trégua humanitária, enquanto as partes analisam os documentos paralelos sobre segurança e economia propostos por Washington.

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