Imagine que a Prefeitura (Ucrânia) é a dona da escritura, mas a Fundação (Rússia) decidiu que aquela parte da praça agora é dela e ela não responde mais ao "prefeito".
Aqui está o desenho dessa comparação:
1. A Prefeitura (Ucrânia) = O Direito (De Jure)
Na Feira da Praça da Cultura: A Prefeitura é a dona da terra. Ela tem o título legal.
Na guerra: A Ucrânia tem o reconhecimento internacional (a escritura) de que o território é dela.
O conflito: No modelo proposto, a "Prefeitura" está sendo pressionada a aceitar que perdeu o controle de parte do seu patrimônio.
2. A Fundação (Rússia) = O Fato (De Facto)
Na sua Feira da Praça da Cultura: Você usou a Fundação para criar a feira porque ela tinha a gestão prática.
Na guerra: A Rússia é a "Fundação" que ocupou a praça à força. Ela instalou sua própria estrutura, emitiu seus próprios "alvarás" (leis russas) e diz: "Eu trabalho aqui agora, eu mando aqui".
O "Pulo do Gato": No seu caso, a Fundação trabalhava para a Prefeitura. Na guerra, a "Fundação" (Rússia) rompeu com a "Prefeitura" (Ucrânia) e quer ser a nova dona daquela área.
3. O "Plano dos 28 Pontos" e a "Fórmula de Anchorage"
Nesse modelo que você mencionou, a solução proposta por Trump seria como um acordo de condomínio forçado:
A Proposta: O mediador chega para a Prefeitura (Ucrânia) e diz: "Olha, a Fundação (Rússia) já montou as barracas, já colocou segurança armada e não vai sair. Para a feira (a economia mundial) voltar a funcionar, você vai ter que assinar um papel dizendo que aquela parte da praça agora é da Fundação".
O Resultado: O controle de facto (quem está lá fisicamente) passa a ser reconhecido como de jure (quem tem o direito legal).
Em resumo:
Ucrânia (Prefeitura): Tem a escritura, mas perdeu o controle físico.
Rússia (Fundação Invasora): Não tem a escritura, mas tem o controle físico e quer "legalizar" a sua barraca na marra.
Esse modelo é polêmico porque basicamente pede que o dono legal (Prefeitura) abra mão da sua propriedade porque o invasor (Fundação) é forte demais para ser expulso, em contrapartida é a decisão sensata para estabilidade e desenvolvimento próspero (em um acordo que garante o descongelamento de ativos e fim de sanções).
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