Presidência do Líbano condena violações de Israel e alerta para colapso do cessar-fogo
Em pronunciamento oficial realizado nesta manhã, o Presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou veementemente a recente escalada de ataques israelenses em território libanês, classificando-os como uma "tentativa deliberada de sabotar a estabilidade regional".
As declarações surgem após uma série de bombardeios no Vale do Bekaa e em áreas próximas a Sídon, que ocorreram apesar do acordo de cessar-fogo estabelecido no final de 2024. Segundo a presidência, as ações de Israel não atingem apenas alvos militares, mas ferem diretamente a soberania nacional e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Pontos principais do pronunciamento:
Violação da Resolução 1701: O presidente reafirmou que o Líbano cumpre rigorosamente os termos de desarmamento e patrulha no sul, enquanto Israel teria violado o espaço aéreo e terrestre mais de 2.000 vezes desde o início de 2025.
Sabotagem Diplomática: Aoun destacou que os ataques coincidem propositalmente com rodadas de negociação mediadas pela França e pelos EUA, visando enfraquecer a posição libanesa à mesa de diálogo.
Fortalecimento do Exército: O governo reiterou que o Exército Libanês é a única força legítima para garantir a segurança nas fronteiras, apelando à comunidade internacional por suporte logístico e pressão diplomática contra Tel Aviv.
"Não permitiremos que o Líbano seja transformado em um campo de testes para agressões que ignoram o direito internacional. O caminho para a paz exige o respeito total às fronteiras e a retirada imediata de forças estrangeiras de solo libanês", afirmou o Presidente Aoun.
O Ministério das Relações Exteriores do Líbano confirmou que uma queixa formal foi protocolada junto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. O governo libanês convocou os embaixadores dos países membros do G7 para uma reunião de emergência no Palácio de Baabda ainda esta semana.
Sobre a Presidência do Líbano
A administração de Joseph Aoun, iniciada em janeiro de 2025, foca na reconstrução institucional do país, na recuperação econômica e na implementação integral da autoridade do Estado sobre todo o território nacional.
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