Papa Leão XIV classifica guerra na Ucrânia como "ferida na humanidade" e exige cessar-fogo imediato
Durante a oração do Angelus deste domingo, 22 de fevereiro de 2026, o Papa Leão XIV lançou um apelo urgente e contundente à comunidade internacional, instando as partes envolvidas no conflito ucraniano a um cessar-fogo imediato. Às vésperas do quarto aniversário da invasão em larga escala, o Pontífice descreveu a persistência das hostilidades como uma "ferida aberta e purulenta no corpo da humanidade".
Em meio a uma nova escalada de ataques contra a infraestrutura civil e energética na Ucrânia, que deixou milhares sem aquecimento sob temperaturas negativas, o Santo Padre abandonou o tom diplomático habitual para criticar a "normalização do horror".
"Não podemos permitir que o clamor dos inocentes seja abafado pelo ruído dos mísseis. Esta guerra não é apenas um fracasso da política, é uma ferida na própria essência do que nos torna humanos", declarou o Papa perante milhares de fiéis na Praça de São Pedro.
Destaques do Pronunciamento:
Cessar-fogo Humanitário: O Vaticano exige uma pausa incondicional nos combates para permitir o restabelecimento da rede elétrica e a entrada de ajuda médica em cidades severamente atingidas, como Odessa e Kiev.
Mediação de Prisioneiros: O Pontífice confirmou que a Santa Sé mantém canais abertos para a mediação de uma nova troca de prisioneiros civis e o retorno de crianças deslocadas, reiterando o papel da Igreja como ponte diplomática.
Crítica à Indústria Bélica: Leão XIV condenou o aumento recorde nos orçamentos militares globais em 2025, afirmando que o investimento em armas ocorre à custa da segurança alimentar global.
Contexto Diplomático
O apelo ocorre em um momento crítico, com a redução do apoio financeiro ocidental e pressões crescentes por concessões territoriais. Enquanto a Ucrânia resiste à "lógica da vitória militar" russa, o Vaticano busca em Genebra articular uma zona de exclusão de ataques a infraestruturas críticas para evitar uma catástrofe humanitária sem precedentes neste inverno.
A Santa Sé reiterou que a "coragem da negociação" é o único caminho para uma paz justa e duradoura, apelando diretamente às lideranças em Moscou, Kiev e Washington para que priorizem a preservação da vida humana sobre os ganhos estratégicos.
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