terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Um pacto de segurança entre Israel e Arábia Saudita com EUA

O cenário geopolítico de fevereiro de 2026 aponta que um pacto de segurança entre Israel e Arábia Saudita, sob a mediação dos EUA, não é apenas relevante, mas o "pilar de sustentação" do novo plano de Donald Trump para o Oriente Médio.

Este pacto visa transformar a lógica dos Acordos de Abraão de uma aliança comercial/diplomática para uma arquitetura de defesa regional integrada.

1. O Papel da Arábia Saudita e a "Condicionalidade"

Diferente dos primeiros signatários (EAU e Bahrein), a Arábia Saudita condicionou a normalização com Israel a um "caminho irreversível" para o Estado Palestino.

Garantia de Israel: Para Riad, não basta uma promessa retórica. O país exige que Israel reverta medidas de jurisdição civil na Cisjordânia (anexação de facto) e aceite a Autoridade Palestina (AP) reformada como governante legítima.

O Plano Trump (Conselho da Paz): Trump utiliza a promessa de um tratado de defesa mútua com os EUA (o "pacto de segurança" que os sauditas sempre desejaram) para convencer o príncipe Mohammed bin Salman (MBS) a financiar a reconstrução de Gaza e aceitar um processo de reconhecimento em etapas, em vez de imediato.

2. A Relevância do Bloco Sunita

O bloco sunita moderado (Arábia Saudita, Egito, Jordânia, EAU e Catar) é o único executor viável para esta política por três razões:

Legitimidade Religiosa e Política: A Arábia Saudita, como guardiã de Meca e Medina, confere uma "selo de aprovação" que isola grupos extremistas e esvazia a narrativa do Hamas e do Irã.

Financiamento e Reconstrução: Em fevereiro de 2026, o Conselho da Paz de Trump anunciou um fundo multibilionário. A Arábia Saudita e os EAU são os principais doadores, mas condicionam cada dólar à estabilidade e ao desarmamento de milícias.

Força de Estabilização: O plano prevê que tropas de países árabes e muçulmanos (e não apenas ocidentais) atuem como força de paz em Gaza, garantindo que o território não seja reocupado militarmente por Israel.

3. Viabilidade: O que garante que Israel respeitará o plano?

A viabilidade deste plano reside na interdependência:

Defesa contra o Irã: Israel precisa do radar e do espaço aéreo saudita para conter a ameaça de mísseis iranianos. O pacto de segurança oferece a Israel uma "OTAN regional".

Custo da Ocupação: Com o isolamento econômico crescente na Europa, o mercado saudita e os investimentos do Golfo tornam-se a saída econômica vital para Israel.

A "Cenoura" de Trump: O governo americano oferece a Israel o reconhecimento de blocos de assentamentos em troca da aceitação de um Estado Palestino desmilitarizado nas áreas restantes.

Conclusão: É o único caminho?

No cenário atual, este é o único plano com capital financeiro e poder militar real para ser implementado. Ele substitui a diplomacia de fóruns multilaterais (ONU) por uma diplomacia de resultados baseada em segurança e lucro.



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