quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026


O mundo, em Genebra, discute a cor dos telhados.

Os satélites filmam o avanço, mas não sentem a poeira.

A linha verde no mapa é um traço de giz cansado,

Enquanto o concreto, sólido, ignora a fronteira.


Os inocentes de terno assinam notas de repúdio.

Falam de "fatos consumados" com o tédio de quem janta.

O direito internacional é um poema de rimas pobres,

E a terra, em silêncio, sob as fundações se espanta.


Não viram a estrada exclusiva rasgar o horizonte.

Não sentiram o peso do muro na palma da mão.

Estão todos ocupados demais com o próximo fórum,

Enquanto a geografia engole a velha resolução.


Os inocentes assistem à live da demolição.

Dormem o sono dos neutros em camas de protocolo.

A história é um "feed" que passa, um clique de indignação,

E o mundo segue, girando, com o mapa partido no colo.

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