quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Netanyahu entra em 2026 sob pressão dupla: crise militar com o Irã e racha na coalizão por alistamento ultraortodoxo

Netanyahu entra em 2026 sob pressão dupla: crise militar com o Irã e racha na coalizão por alistamento ultraortodoxo

Apesar de liderar pesquisas com o Likud, Primeiro-Ministro enfrenta risco de dissolução do Knesset antes do prazo de outubro; oposição liderada por Naftali Bennett ganha força.

O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu iniciou este mês de fevereiro de 2026 em uma das manobras políticas mais complexas de sua carreira. Com as eleições gerais marcadas para outubro, o governo enfrenta uma "tempestade" que combina a iminência de um conflito direto com o Irã e uma crise interna que ameaça implodir sua base parlamentar até março.

Os Três Pilares da Crise Atual:

O Ultimato Haredi e o Orçamento: A sobrevivência da coalizão depende da aprovação do Orçamento de 2026 até o final de março. No entanto, os partidos ultraortodoxos (Shas e UTJ) condicionam seu apoio à aprovação de uma lei que oficialize a isenção de alistamento militar para estudantes de Yeshiva. Sem um acordo, o Knesset será dissolvido automaticamente, antecipando as eleições para o primeiro semestre de 2026.

Segurança Nacional e o Irã: No cenário externo, Netanyahu colocou Israel em alerta máximo após recentes movimentações militares dos EUA contra o programa nuclear iraniano. O premiê tem usado a narrativa da "ameaça existencial" para unificar a direita, enquanto críticos o acusam de usar a segurança como escudo contra seus processos judiciais.

Ascensão da Oposição: Pesquisas publicadas nesta semana mostram que, embora o Likud continue como o maior partido individual, o bloco de oposição — agora fortalecido pelo retorno de Naftali Bennett — teria números para formar um governo alternativo. Bennett declarou formalmente que não voltará a integrar qualquer gabinete sob a liderança de Netanyahu.

Anexação na Judeia

Somando-se à pressão interna, o governo autorizou no último domingo (15) o registro de propriedades na Área C da Judeia (Cisjordânia), uma medida vista pela comunidade internacional como uma "anexação de fato". A decisão gerou uma condenação conjunta de 85 países na ONU, aumentando o isolamento diplomático de Israel em um momento de fragilidade econômica pós-guerra.

"O país já está em modo de campanha eleitoral", afirmam analistas políticos. "A questão agora não é se haverá eleição, mas se Netanyahu conseguirá chegar a outubro mantendo sua coalizão unida ou se o governo cairá pelo peso do orçamento em março."

Sobre o Gabinete do Primeiro-Ministro:

Benjamin Netanyahu cumpre seu sexto mandato como Primeiro-Ministro de Israel, sendo o líder com mais tempo no cargo na história do país.


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