Moscou Reitera Ilegalidade de Assentamentos e Adverte contra a "Anexação de Facto" na Cisjordânia
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa expressa profunda preocupação com a contínua expansão das atividades de assentamento de Israel e as recentes movimentações legislativas que visam alterar o status administrativo da Área C na Cisjordânia ocupada.
A Federação Russa reafirma que a política de criação de fatos consumados no terreno é uma violação direta do direito internacional, especificamente da Quarta Convenção de Genebra e de inúmeras resoluções do Conselho de Segurança da ONU, incluindo a Resolução 2334.
Principais Pontos do Posicionamento:
Condenação da Anexação Administrativa: A Rússia observa com alarme a transferência de competências civis na Área C para autoridades não militares. Tais medidas são interpretadas por Moscou como uma "anexação silenciosa", que mina irreversivelmente a continuidade territorial necessária para um futuro Estado Palestino.
Inviabilidade da Solução de Dois Estados: O Kremlin adverte que a fragmentação da Cisjordânia através de postos avançados e infraestrutura segregada está levando a solução de dois estados a um ponto de não retorno. "Sem uma Palestina viável, não haverá segurança duradoura para Israel", declarou a chancelaria.
Crítica à Unilateralidade: A diplomacia russa reitera que tentativas de resolver o conflito por meio de medidas unilaterais ou sob a mediação exclusiva de uma única potência ocidental falharam. A Rússia defende o retorno a mecanismos multilaterais de paz sob a égide da ONU.
O Papel da Rússia no Conselho de Segurança
Como membro permanente do Conselho de Segurança, a Rússia continuará a utilizar sua prerrogativa para garantir que a questão palestina permaneça no centro da agenda internacional. Moscou mantém o diálogo com todas as partes interessadas — incluindo as diversas facções palestinas em prol da unidade nacional — e insiste na necessidade de um horizonte político claro baseado nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital.
Citação Oficial:
"A posição da Rússia permanece inalterada e baseada no legalismo internacional. Não reconheceremos qualquer alteração das fronteiras de 1967 que não seja resultado de negociações diretas entre as partes. A paz no Médio Oriente exige o fim das políticas de colonização e o respeito integral às resoluções das Nações Unidas."
— Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa.
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