JERUSALÉM MANTÉM CAUTELA E ADVERTE CONTRA CONCESSÕES EXCESSIVAS AO EIXO MOSCOU-TEERÃ
Enquanto os enviados americanos Jared Kushner e Steve Witkoff avançam nas conversas de "agenda paralela" em Genebra, o governo de Israel mantém uma postura de observação crítica. Fontes ligadas ao gabinete de segurança de Netanyahu indicam que Israel não se sente vinculado a qualquer acordo que não contemple a eliminação total da ameaça dos mísseis balísticos iranianos de longo alcance.
A diplomacia israelita tem focado a sua comunicação na ideia de que "a diplomacia sem uma ameaça militar credível é ineficaz". Por isso, enquanto as salas de Genebra discutem alívio de sanções e fundos de reconstrução, Israel reforça junto de Washington que a sua liberdade de ação militar permanece intacta caso as negociações de hoje resultem num acordo que Jerusalém considere "perigoso para a estabilidade do Médio Oriente".
As próximas horas serão decisivas: se Israel emitir um comunicado de "apoio cauteloso", significará que Kushner conseguiu garantias de que os mísseis do Irã estão, de facto, no centro da barganha. Caso contrário, o risco de uma escalada militar paralela à diplomacia de Genebra aumentará drasticamente.
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