Genebra sedia nova rodada de negociações entre EUA, Ucrânia e Rússia sob pressão de Munique
Diplomatas de alto escalão dos Estados Unidos, Ucrânia e Rússia reunir-se-ão em Genebra na próxima terça e quarta-feira (17 e 18 de fevereiro) para uma nova rodada de negociações focada em um cessar-fogo e no futuro da segurança na Europa Oriental. O encontro ocorre em um momento crítico, com o conflito prestes a completar quatro anos.
As conversas, mediadas pela administração do presidente americano Donald Trump, buscam superar impasses territoriais e garantir um mecanismo de segurança robusto para Kiev.
O Fator Munique e a Posição Europeia
A urgência do encontro foi sublinhada durante a Conferência de Segurança de Munique, onde líderes europeus expressaram cautela sobre o ritmo das negociações lideradas por Washington. O presidente francês, Emmanuel Macron, foi enfático ao defender uma paz que não signifique a capitulação da Ucrânia.
"Não podemos aceitar discursos derrotistas sobre a Ucrânia. A Rússia enfraqueceu-se, está isolada economicamente e dependente da China. Qualquer acordo de paz deve preservar a segurança europeia e dissuadir a Rússia de futuras agressões", afirmou Macron.
O líder francês também criticou o fato de a Europa estar sendo deixada de lado nas conversações diretas entre EUA e Rússia, alertando que "é um grande erro não ter a Europa à mesa".
Principais Desafios na Mesa
Apesar da pressão americana por um acordo rápido até o verão europeu, os obstáculos permanecem significativos:
Garantias de Segurança: A Ucrânia, representada por Rustem Umerov, exige um pacto vinculativo de pelo menos 20 anos, enquanto os EUA discutem um prazo de 15 anos.
Impasses Territoriais: A Rússia mantém o controle de cerca de 20% do território ucraniano. A delegação russa, liderada por Vladimir Medinsky, mantém demandas por neutralidade desmilitarizada e reconhecimento das anexações, algo rejeitado por Kiev.
Expectativas
A expectativa para a reunião em Genebra é de progresso em questões técnicas, como novas trocas de prisioneiros e expansão da pausa nos ataques a infraestruturas energéticas, enquanto um tratado de paz definitivo permanece distante.
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