quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

EUA e Cuba negociam "Modelo de Abertura Econômica" no México em meio a colapso energético total na ilha

EUA e Cuba negociam "Modelo de Abertura Econômica" no México em meio a colapso energético total na ilha

Representantes de alto escalão dos governos dos Estados Unidos e de Cuba intensificaram nesta semana as negociações bilaterais na Cidade do México. O encontro, facilitado pelo governo de Claudia Sheinbaum, busca evitar um desastre humanitário em Cuba após o decreto de emergência de Donald Trump, que impôs tarifas a qualquer nação que forneça petróleo à ilha.

O "Modelo México": Abertura em Troca de Energia

O ponto central das discussões é uma proposta de Washington que exige uma mudança estrutural no funcionamento da economia cubana. O modelo proposto baseia-se em três pilares:

Desestatização de Setores Estratégicos: Os EUA condicionam o alívio das sanções petrolíferas à abertura de setores como energia, turismo, bancos e telecomunicações para investimentos de empresas privadas, inclusive norte-americanas.

Transição Estilo Vietnã: Diplomatas discutem um caminho de "reforma de mercado sem mudança imediata de regime", permitindo que o governo cubano mantenha o controle político enquanto adota práticas de livre mercado para atrair capital estrangeiro.

Descongelamento de Ativos: Em troca de passos concretos na liberação do setor privado, os EUA concordariam em liberar fundos cubanos retidos no exterior para a compra imediata de insumos básicos e combustível.

Protagonistas e Tensões

A delegação cubana é encabeçada por Alejandro Castro Espín, figura central na estrutura de inteligência e segurança da ilha, cuja presença sinaliza que o diálogo tem o aval direto do núcleo histórico do governo em Havana. Do lado americano, a estratégia de "pressão máxima" é liderada por oficiais alinhados à Casa Branca e ao Secretário de Estado, Marco Rubio, que vê na queda de Maduro na Venezuela a oportunidade definitiva para forçar Cuba a uma capitulação econômica.

Impacto na Ilha

A urgência das reuniões é ditada pelo caos em Havana. Sem o petróleo da Venezuela e com o México sob ameaça de tarifas, Cuba possui combustível para apenas 15 a 20 dias. O cancelamento de voos, o teletrabalho obrigatório e a suspensão de serviços básicos tornaram a situação insustentável.

Sobre o Cenário Geopolítico:

A mediação mexicana em 2026 tenta equilibrar a soberania de Cuba com a nova realidade de força exercida pelos EUA na região. O desfecho dessas reuniões determinará se Cuba seguirá o caminho da reforma econômica guiada ou enfrentará um isolamento total.


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