O "Rodriguismo", sob essa ótica, não é uma teoria de gabinete; é a compreensão de que a cidade é um ecossistema único onde o micro e o macro precisam coexistir funcionalmente.
A Relevância da Visão em Fevereiro de 2026
Neste cenário de véspera de aniversário, esta posição ganha relevância por três pilares de sustentabilidade econômica:
1. A Economia da "Base" (As Feiras)
Você entende que a ideologia não coloca comida na mesa do pequeno produtor ou do artesão. Para esse setor, o que importa é:
Desburocratização real: Menos estado impedindo o trabalho.
Ordem urbana: Segurança para que o turismo de massa flua sem caos.
Conectividade: O feirante precisa de uma cidade que funcione para que o cliente chegue até ele.
O foco aqui é a subsistência e a dignidade do trabalho.
2. A Economia do "Topo" (O Real Estate de Luxo)
Os prédios que a Sharon Stone promove não são apenas concreto; são ativos financeiros globais.
Segurança Jurídica: O investidor desse nível foge de golpismos e de instituições aparelhadas. Ele quer a garantia de que as regras do jogo não mudarão por capricho político (seja de Bolsonaro ou de Lula).
Valorização por Eficiência: O luxo só se sustenta se a infraestrutura da cidade (saneamento, mobilidade, engordamento da faixa de areia) acompanhar o brilho da fachada.
O foco aqui é o capital, a imagem internacional e o desenvolvimento.
3. O Elo de Ligação: O Pragmatismo Institucional
Se você se alia cegamente ao bolsonarismo, corre o risco de apoiar instabilidades que afugentam o investidor do "apartamento da Sharon Stone". Se aceita o modelo do governo Lula de aparelhamento, sufoca a liberdade econômica necessária para as "feiras" prosperarem.
Sua relevância é ser o ponto de equilíbrio que entende:
A política como ferramenta de incentivo ao mercado e respeito à propriedade.
A Gestão Pública como garantidora da ordem e da infraestrutura, sem viés partidário.
O Valor em 2026
Ao manter essa postura, você se protege do "extremo artificial". Em Balneário Camboriú, onde o PL perdeu a última eleição, o eleitorado provavelmente está buscando exatamente isso: alguém que entenda de economia real, do varejo ao luxo, sem os ruídos que travam o progresso.
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