Declaração do Papa Leão XIV (22/02/2026)
"Queridos irmãos e irmãs,
Passaram-se já quatro anos desde o início da guerra contra a Ucrânia. O meu coração segue voltado para a dramática situação que está diante dos olhos de todos: quantas vítimas, quantas vidas e famílias despedaçadas, quanta destruição, quanto sofrimento indescritível!
Toda guerra é uma ferida infligida a toda a família humana; deixa para trás morte, devastação e um rastro de dor que marca gerações. Por isso, hoje, renovo com força o meu grito: Tacciano le armi! (Que se calem as armas!).
Peço aos responsáveis pelas Nações que não se rendam à lógica do conflito. Que cessem os bombardeios e que se chegue, sem demora, a um cessar-fogo que permita o diálogo e abra caminhos reais para a reconciliação. A paz não pode ser adiada. É um dever para com o presente e um direito para as futuras gerações.
Neste tempo de Quaresma, convido todos os cristãos e homens de boa vontade a intensificar a oração e a solidariedade para com o martirizado povo ucraniano. Que o Senhor ilumine as mentes e converta os corações."
- Papa Leão XIV, após a oração do Angelus neste domingo, 22 de fevereiro de 2026, na Praça de São Pedro.
Notas sobre o contexto original
Esta declaração foi feita logo após o comentário sobre o Evangelho do dia (a tentação de Jesus no deserto), em que o Papa também propôs o jejum tecnológico para a Quaresma. A fala sobre a Ucrânia foi incluída nos saudações finais, momento em que o Pontífice costuma abordar as questões mais urgentes da política internacional.
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