quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Conselho da Paz: Fase de transição em Gaza com aporte de US$ 5 bilhões; Israel e Autoridade Palestina sob pressão internacional

Conselho da Paz: Fase de transição em Gaza com aporte de US$ 5 bilhões; Israel e Autoridade Palestina sob pressão internacional

Nova estrutura de governança, co-liderada pelos EUA, visa desmilitarização e reconstrução; ONU alerta que sucesso do plano depende da interrupção da expansão de assentamentos na Judeia.

O Conselho da Paz, estrutura internacional criada para supervisionar o processo de estabilização no Oriente Médio, anunciou o cronograma segunda fase do plano de paz para a Faixa de Gaza. A iniciativa, intermediada pelos Estados Unidos, conta com um fundo inicial de US$ 5 bilhões para reconstrução de infraestrutura básica e serviços essenciais.

O Conselho, que reúne representantes de EUA, Israel, Egito, Arábia Saudita, Catar e Autoridade Palestina (AP), estabeleceu marcos claros para a transição:

Desmilitarização e Segurança: O Hamas e outras facções armadas devem concluir o desarmamento, entregando o controle de segurança a uma Força Internacional de Estabilização (ISF), autorizada pela ONU.

Retirada Israelense: As Forças de Defesa de Israel (FDI) se comprometeram a iniciar uma retirada gradual do perímetro interno de Gaza, conforme a ISF garanta a estabilidade.

Governança de Transição: A Autoridade Palestina assumirá progressivamente a administração civil de Gaza, com supervisão técnica do Conselho da Paz.

Israel Sob Pressão quanto à Judeia (Cisjordânia)

Apesar do progresso em Gaza, o Secretário-Geral das Nações Unidas reiterou que a solução de dois estados corre risco devido à contínua expansão de assentamentos israelenses na Judeia e Samaria. Mais de 85 países firmaram uma declaração conjunta condenando medidas unilaterais que alteram a demografia na Cisjordânia, exigindo que Israel cumpra suas obrigações internacionais para viabilizar um Estado palestino contíguo.

Futuro Político de Netanyahu

Em meio à implementação do plano, o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu enfrenta pressão interna crescente com as eleições parlamentares agendadas para outubro de 2026. A estabilidade de sua coalizão depende da gestão do impacto econômico da guerra e da garantia de segurança nacional.

"O Conselho da Paz é uma oportunidade única para mudar o paradigma", afirmou um porta-voz da administração americana. "No entanto, o sucesso depende de passos irreversíveis de todas as partes para uma coexistência pacífica."

Sobre o Conselho da Paz:

Órgão internacional de governança de transição estabelecido em 2025 para supervisionar a reconstrução e a segurança na Faixa de Gaza e fomentar o diálogo político entre Israel e Palestina.

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