Arqueólogos desvendam Alexandria do Tigre: A metrópole perdida de Alexandre, o Grande, ressurge no Iraque
Uma coalizão internacional de arqueólogos e especialistas em sensoriamento remoto anunciou hoje detalhes inéditos sobre a localização e a estrutura de Alexandria do Tigre (posteriormente conhecida como Charax Spasinu). A cidade, fundada por Alexandre, o Grande, em 324 a.C., foi durante séculos um dos "elos perdidos" da arqueologia mesopotâmica.
Localizada no atual monte Naisan, no sul do Iraque, a descoberta revela uma metrópole que não foi apenas um posto avançado militar, mas o maior porto comercial do mundo antigo, conectando as rotas da seda da Ásia Central ao Golfo Pérsico.
Engenharia de Sobrevivência e Muralhas Intactas
As escavações recentes e o uso de magnetometria de solo revelaram muralhas defensivas maciças e um complexo sistema de canais e diques. Segundo os pesquisadores, a infraestrutura hídrica da cidade era tão avançada que permitiu sua sobrevivência por quase mil anos, apesar das violentas inundações sazonais dos rios Tigre e Eufrates.
"Alexandria do Tigre não é apenas um tesouro de artefatos; é uma lição de resiliência," afirma a Dra. Elena Rossi, chefe da missão arqueológica. "As muralhas que encontramos contam a história de uma civilização que lutou contra a mudança do curso dos rios e a sedimentação por séculos, até que o ambiente finalmente ditou o seu fim."
O Alerta do Passado para o Presente
A descoberta ocorre em um momento crítico. Enquanto os arqueólogos celebram o resgate da história, a região enfrenta hoje uma crise hídrica severa. O declínio dos níveis de água dos rios, que ironicamente facilitou o acesso a certas áreas do sítio, serve como um lembrete sombrio de como a gestão dos recursos hídricos define o destino das nações na Mesopotâmia.
Destaques da Descoberta:
A Muralha Sul: Uma seção de quase 500 metros foi mapeada, revelando técnicas de construção que misturam o estilo grego helenístico com a tradição local babilônica.
Artefatos Globais: Foram recuperadas moedas de reinos distantes e cerâmicas que provam o status da cidade como um "hub" global de trocas culturais e econômicas.
O Porto: Identificou-se a antiga zona portuária, agora situada a quilômetros de distância de qualquer corpo d’água navegável, evidenciando a drástica transformação geológica da região.
Próximos Passos
A equipe planeja agora utilizar reconstrução digital em 3D e inteligência artificial para mapear as áreas ainda submersas ou soterradas por sedimentos, sem a necessidade de escavações invasivas, preservando a integridade do solo.
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