sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Arqueólogos Confirmam Localização e Extensão de "Alexandria do Tigre", a Metrópole Perdida de Alexandre, o Grande

Arqueólogos Confirmam Localização e Extensão de "Alexandria do Tigre", a Metrópole Perdida de Alexandre, o Grande

Uma coalizão internacional de arqueólogos e geofísicos anunciou nesta semana a conclusão do mapeamento definitivo de Charax Spasinu, originalmente fundada como Alexandria do Tigre em 324 a.C. por Alexandre, o Grande. Localizada no sítio de Naisan, no sul do Iraque, a descoberta encerra décadas de incertezas geográficas e revela uma metrópole de proporções monumentais que serviu como o principal nó comercial entre o Mediterrâneo e a Índia por mais de cinco séculos.

A "Alexandria do Leste" Revelada

Utilizando tecnologias avançadas de magnetometria de alta resolução e sensoriamento remoto por drones, a equipe — composta por pesquisadores das Universidades de Manchester (Reino Unido) e Konstanz (Alemanha), em colaboração com o Conselho de Antiguidades do Iraque — conseguiu "enxergar" através das camadas de sedimentos do delta mesopotâmico sem a necessidade de escavações invasivas em larga escala.

Os novos dados revelam uma cidade planejada em uma grade ortogonal (hipodâmica), protegida por muralhas gigantescas que medem aproximadamente 1,5 km por 1,3 km. O relatório técnico destaca a descoberta de um distrito palaciano isolado, grandes armazéns portuários e evidências de uma sofisticada engenharia hidráulica projetada para resistir às cheias sazonais dos rios Tigre e Eufrates.

Um Hub Global da Antiguidade

"Charax Spasinu não era apenas um posto avançado; era a Nova York da sua época", afirma o Dr. Stefan Hauser, um dos líderes da investigação. "Nossas análises confirmam que a cidade era o ponto de transbordo vital da Rota da Seda, onde especiarias indianas e sedas chinesas eram descarregadas de navios para seguir em caravanas rumo a Palmira e Roma."

As evidências coletadas em fevereiro de 2026 apontam para uma população cosmopolita e uma economia vibrante que sobreviveu à queda do Império Grego, prosperando sob o domínio do Reino Caraceno e dos Partas. A cidade acabou sendo abandonada após o século IV d.C., quando mudanças climáticas e o acúmulo de sedimentos alteraram o curso dos rios, deixando o porto isolado do mar.

Destaques da Descoberta:

Muralhas Monumentais: Trechos que ainda atingem 8 metros de altura, delineando um dos maiores recintos fortificados da região.

Conexão Comercial: Descoberta de vestígios de produtos exóticos (madeiras da Índia e cerâmicas finas) que comprovam o alcance global do porto.

Urbanismo Avançado: Identificação de quarteirões residenciais, templos e fornos industriais organizados de forma sistêmica.

Próximos Passos

O governo iraquiano e as missões internacionais planejam agora a criação de uma zona de proteção arqueológica para preservar o sítio contra a erosão e o saque. Uma exposição digital com a reconstrução 3D da cidade está prevista para o segundo semestre de 2026.


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