quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A Herança do Silêncio e o Dever da Nova Gestão: É Preciso Sanear Balneário Camboriú

A Herança do Silêncio e o Dever da Nova Gestão: É Preciso Sanear Balneário Camboriú

A ascensão de uma nova administração em 2025, sob o comando da prefeita Juliana Pavan, trouxe a Balneário Camboriú a promessa de um "novo tempo". No entanto, para que essa promessa se materialize, a gestão não pode fechar os olhos para práticas nocivas que se enraizaram nos corredores da Prefeitura e da Câmara Municipal. Não basta ocupar o cargo; é imperativo que a nova liderança assuma providências imediatas contra a cultura de abuso que, infelizmente, continua a encontrar terreno fértil na cidade.

O Peso da Máquina Pública e a Inércia Institucional

Um dos maiores desafios da gestão atual é o combate ao uso da estrutura pública para fins de promoção política pessoal e partidária — uma prática que já existia e que parece ter se sofisticado. Quando gabinetes e recursos do contribuinte são desviados para alavancar projetos eleitorais de 2026, fere-se o princípio da impessoalidade. Espera-se que quem assumiu o poder em 2025 tenha a coragem de romper com esse ciclo, auditando o uso de recursos e garantindo que a "Dubai Brasileira" não seja um palanque financiado com dinheiro público.

O Flagelo do Stalking e a Erosão Democrática

Mais grave do que o desvio de recursos é a persistência de uma política de intimidação. Casos de stalking e perseguição contra aqueles que ousam divergir — sejam eles servidores, cidadãos ou adversários — não são novidade na política local, mas sua continuidade sob a nova gestão é inaceitável.

A prática de utilizar redes sociais e influências políticas para isolar e constranger vozes críticas é o motor da erosão democrática. Quando o ambiente institucional permite que a perseguição se torne uma ferramenta de governabilidade ou de oposição, a democracia local adoece. A prefeitura e a mesa diretora da Câmara precisam estabelecer protocolos rígidos de proteção às vítimas e punição exemplar aos agressores, sob pena de serem coniventes com a barbárie política.

Providências Necessárias: Para Além do Discurso

A viabilidade de qualquer projeto político para o futuro de Santa Catarina — inclusive o daqueles que miram Brasília em 2026 — depende da fidelidade do eleitorado, mas também da integridade do sistema. A população elegeu uma nova gestão em 2025 esperando que ela fosse o antídoto contra os vícios do passado.

Assumir providências contra o stalking, fiscalizar o uso da máquina e interromper o processo de erosão democrática são deveres de quem hoje detém a caneta. O silêncio da gestão diante de abusos cometidos por parlamentares ou secretários não é "prudência política", é omissão. Balneário Camboriú exige que as instituições sejam escudos para o cidadão, e não armas nas mãos de quem detém o poder momentâneo.

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