"A bola está com os EUA": Cúpula de Genebra abre sob ultimato de Trump e resistência iraniana
A segunda rodada de negociações indiretas entre Washington e Teerã teve início hoje cercada por uma retórica agressiva e uma vigilância militar sem precedentes. Enquanto mediadores de Omã buscam um ponto comum, a imprensa internacional destaca que a diplomacia em Genebra ocorre literalmente "sob a sombra dos bombardeiros".
Repercussão Internacional: O "Ultimato" de Washington
A bordo do Air Force One, o presidente Donald Trump elevou a pressão ao patamar máximo, relembrando as operações militares do ano passado para ditar o tom da reunião.
Trump à Reuters: "Não acho que eles [iranianos] queiram as consequências de não se chegar a um acordo. Poderíamos ter fechado um negócio em vez de enviar os B-2 para destruir seu potencial nuclear. E nós tivemos que enviar os B-2. Espero que sejam mais razoáveis agora."
O Canal Direto: A CNN e o Al Arabiya destacam que a presença de Jared Kushner e Steve Witkoff em Genebra sinaliza que Trump busca um desfecho rápido e pessoalmente monitorado, ignorando apelos por uma abordagem mais gradualista.
A Resposta de Teerã: Flexibilidade versus Soberania
Do lado iraniano, a mensagem oficial tenta projetar confiança enquanto o país lida com sanções severas e instabilidade interna.
Abbas Araghchi (Chanceler) via X: "Estou em Genebra com ideias reais para um acordo justo. O que não está na mesa: submissão diante de ameaças."
Majid Takht-Ravanchi (Vice-Ministro) à BBC: O diplomata afirmou que o Irã pode aceitar a diluição de seus estoques de urânio enriquecido a 60% se as sanções forem levantadas, mas disparou: "A bola está agora no campo dos Estados Unidos. Eles precisam provar que buscam um acordo, e não apenas intimidação."
Destaques das Agências de Notícias
Xinhua (China): Destaca o pragmatismo iraniano em discutir o urânio, mas a recusa total em falar sobre mísseis.
Times of India: Ressalta o alerta de Trump de que o Irã é um "mau negociador" por ter esperado os ataques antes de ceder.
France 24: Enfatiza que a presença do porta-aviões USS Gerald R. Ford no Mar da Arábia é o "argumento final" dos EUA.
Iran International: Relata que, apesar das conversas, a Guarda Revolucionária mantém prontidão no Estreito de Ormuz.
Análise de Mercado e Risco
O jornalismo econômico, liderado pela Bloomberg e Reuters, monitora o "prêmio de guerra" no petróleo. Analistas indicam que o sucesso ou fracasso das próximas 24 horas em Genebra determinará se o preço do barril recuará para a casa dos US$ 60 ou se disparará com a iminência de novos ataques aéreos.
Sobre o Comunicado:
Este boletim sintetiza as informações públicas coletadas até às 10h00 (horário de Genebra) de 17 de fevereiro de 2026.
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